A
Dúvida

Entre
todos os seus problemas, seus conflitos, havia apenas uma coisa que lhe fazia
sorrir, ela estava tão confusa com os seus sentimentos, e esta dúvida caótica
era uma tortura. Mas uma coisa ela sabia, o que lhe fazia sorrir também lhe
dava paz e não conseguia não sorrir quando estava perto do que lhe fazia tão
bem. Talvez fosse uma paixão, talvez fosse o medo de perder algo que faz sua
vida ficar tão serena. Ela tinha a sensação de estar perdendo a pessoa que lhe
faz bem, a razão para ela está confundindo sua mente. Será que era paixão ou
será que era medo? Ela não poderia saber sem magoar esta pessoa, sem destruir
seus objetivos, preferiu ficar quieta, se afastar, mas se afastar era em vão,
essa pessoa sempre aparecia novamente. Era preciso magoar, ferir, ser grossa
para destruir essa amizade que tão velava, mas ela realmente sentia algo por
essa pessoa, não queria fazer isso, mas como se afastar se não fizesse. Suas
mentiras não adiantaram mais, ela não conseguia
suprir tantas perguntas o que esta pessoa lhe fazia, ela não conseguia
mais disfarçar. Sintomas em sua pele começaram a aparecer da vida que levava,
ela não podia explicar o motivo disso, ela não queria mentir, mas era preciso,
ela não sabia o quê fazer para não perde-la. Ela não queria perde-la, mas era
preciso, para que sua vida voltasse ao que era antes, sem paz, mas sobre controle, ela precisava perder essa paz, tinha que cumprir seus objetivos,
nada podia lhe fazer perder tempo, lhe atrapalhar. Sua vida era tão complicada
e oculta, era preciso esconder o que era, levava duas vidas, uma oculta e outra
tentava viver a vida que queria na boêmia, livre, sem preocupações, mas seus
problemas sempre lhe atormentavam. Sua rara paz era esta pessoa que não dizia o
nome, mas que mudou com ela e ela nunca pensou que isso fosse lhe abalar, ela
tentava disfarçar com sorrisinhos forçados, mas seus sorriso quase já não fazia
mais diferença em sua face apática...